Mostrando postagens com marcador Cinema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cinema. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Doce Trapaça

Jennifer Love Hewitt é filha de Sigourney Weaver. As duas vivem suas vidas dando golpes em homens ricos. Sigourney casa com eles, mas não libera a fruta até a noite de núpcias. Fica pagando de pura e, na hora H, cai no sono e não rola nada. Neste momento, surge Jennifer, toda lindona e poderosa. Ela geralmente se infiltra na história como secretária, empregada ou coisas do tipo. Com a lua de mel arruinada, e meses de namoro e noivado sem absolutamente nenhuma ação, o coitado cai na tentação da Jennifer e é pego com a boca na... butija pela nova noiva. O contrato de casamento acaba deixando a "coitadinha" milionário e pronto! Bóra pro próximo golpe.


É basicamente esta a história de Doce Trapaça. O título original em inglês é Heartbreakers, mas eu até curti a tradução. EÉ muito divertido ver atrizes que fizeram papéis sérios fazerem esse "besteirol". Eu estou acostumada com Jennifer em Eu Sei O Que Vocês Fizeram No Verão Passado e nas séries O Quinteto e Ghost Whisperer. Nesse filme ela arrasou! E como esquecer de Alien?

Depois do golpe que dá início ao filme, Page, personagem de Jennifer, se diz cansada daquela vida e diz para a mãe que quer parar. Ela pede a metade de tudo o que elas ganharam até o momento e quer seguir sozinha. Relutantemente, a mãe concorda. Mas, quando elas vão ao banco, descobrem que a conta está vazia por elas terem sonegado impostos por todos aqueles anos.

Então, elas terão que fazer mais um golpe. Mas este último tem que ser bom. E aí sim a história começa.

Page quer um jovem rico que mora com a mãe, mas sua mãe diz que mães são um problema nesses golpes e que nunca vai funcionar. Então, ela escolhe um velho nojento podre de rico. Mas Page resolve seguir seu plano sozinha, mesmo auxiliando a mãe no plano escolhido.


Ela não dá conta de levar os dois planos e a coisa desanda.

Pronto! Não conto mais! Vão ter que assistir.

Este filme é daqueles que eu vi tantas vezes que já até decorei as falas. É um filme besta. Nem deve ter passado nos cinemas. Mas é uma delícia! A gente ri de coisas bobas e cenas inusitadas. Doce Trapaça conta com atores excelentes, como Ray Liotta, Gene Hackman e Jason Lee, além das duas protagonistas. Tem até uma participaçãozinha bem pequena de Sarah Silverman e Zach Galifianakis no inicinho de suas carreiras cinematográficas.


O filme foi lançado em 2001. A fotografia dá inveja e uma vontade louca de estar numa beira de praia curtindo o sol. O monetário investido no figurino deve ter sido bem curto, do tamanhozinho dos minúsculos vestidos que a Jennifer Love Hewitt usa no filme.

Anyway... ASSISTÃO! Não é um "filmão", mas eu o coloquei entre os melhores filmes que eu já tive o prazer de degustar.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Cadê a continuação?

Sempre que um filme acaba com gostinho de quero mais a gente logo saca que teremos uma sequência. Ou duas... ou três. A certeza chega pra ficar quando percebemos que o filme é baseado em um livro, e que este livro é apenas o primeiro de uma sequência de livros. Mas, infelizmente, em alguns casos nem uma série de livros é suficiente para nos deixar querendo mais... sem realmente ter mais.

Não sei se há mais casos além dos dois que citarei aqui, mas para mim a decepção veio nas versões cinematográficas d'O Guia do Mochileiro das Galáxias e de Desventuras em Série. Não digo "decepção" no sentido de que os filmes foram ruins. Muito pelo contrário! Eu adorei! O problema é que teve apenas um de cada.

Desconheço o motivo pelo qual pararam no primeiro filme (se você souber, me diga nos comentários), mas eu realmente adorei os primeiros filmes e curti muito os livros. Provavelmente não deu muita bilheteria e os produtores saíram no prejuízo, porque ambas as produções são muito caras.

Queria fazer este post só por isso mesmo. Porque fiquei revoltada com isso. Mas não posso fazer nada para mudar a situação. E hoje em dia, se você fica revoltado com alguma coisa... xinga muito na internet.

Os efeitos d'O Guia dos Mochileiros das Galáxias, os cenários e o figurino, por mais caros que tenham sido, ainda devem ter sido mais barato do que o "cachê" do elenco. O filme contava com estrelas como Martin Freeman, Mos Def, Sam Rockwell, Zooey Deschanel, John Malkovich e robôs com as vozes de Alan Rickman e Helen Mirren.

 Cena d'O Guia do Mochileiro das Galáxias.

Acredito que Desventuras em Série tenha encontrado os mesmos problemas. Os cenários, os efeitos e o figurino eram tão fantásticos quanto o seu colega desprezado deste post; e também contava com um time de atores fantásticos, como Jim Carrey, Meryl Streep, Jude Law, Emily Brownin, Timothy Leonard Spall, Liam Aiken e as bebezinhas Kara e Shelby Hoffman no papel de Sunny.

 Personagens principais de Desventuras em Série, os órfãos Baudelaire.

Mesmo sem uma continuação digna de ambos os filmes, recomendo a todos que leiam os livros. São excelentes histórias, com personagens inusitados e uma narrativa bastante cativante. O Guia do Mochileiro das Galáxias possui cinco volumes e Desventuras em Série, 13.

Depois de lerem os livros, eu recomendo que assistam aos filmes. Mesmo que não tenha continuação, acho válida a experiência de ver personagens que existiam somente na nossa imaginação interpretados por ótimos atores e com roteiros realmente bons (principalmente Desventuras em Série).

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Estão Todos Bem

O filme Estão Todos Bem, com direção e roteiro de Kirk Jones (o mesmo de Nanny McPhee), me fez ter vontade de recomendá-lo para uma galera. Não é daquele tipo de filme que vira sucesso de bilheteria e fica super conhecido. Mas deveria. Mas isso nunca acontece com este tipo de produção. O filme é, no mínimo, intenso.


Lançado em 2010, Estão Todos Bem conta a história de um pai de família, Frank (Robert De Niro), que acaba de ficar viúvo e sente o distanciamento dos filhos com ele. Seus filhos, interpretados por Drew Barrymore, Kate Beckinsale e Sam Rockwell, moram em outras cidades e não veem o pai desde o funeral da mãe. O pai, para reaproximar sua família, marca um jantar com os quatro filhos. Na véspera do esperado jantar, no entanto, todos ligam e apresentam suas desculpas por não poderem comparecer. Incomodado com a distância crescente entre ele e seus filhos, o protagonista viaja pelo país, visitando cada um.

A história retrata como um pai se engana com relação aos filhos. O personagem sempre trabalhou muito para dar uma boa vida e uma boa oportunidade para o futuro dos filhos. Para ele, o que fazia era correto. Para os filhos, houve muita pressão para que ninguém decepcionasse o patriarca e ele exigia que os filhos o deixassem orgulhosos.

O filme mostra que nenhum dos filhos de Frank levam a vida da maneira que ele imaginava, ou mesmo da maneira que o era dito. Cada filho se esforçava para mostrar ao pai aquilo que ele queria e esperava ver. E o pai sente-se isolado de sua família ao perceber que a falecida esposa sempre soube de tudo, mas ninguém julgou ser necessário, ou mesmo pertinente, informá-lo da verdade. Os segredos que cada filho esconde surpreendem o pai e os telespectadores que acompanham a história do início ao fim.

O enredo é muito bom, e aposto que muitos que assistiram se identificaram com a família. Mas a obra é cheia de detalhes repletos de uma qualidade que nos deixa sem fôlego. A fotografia, ainda que simples, é de nos fazer parar para pensar quanto tempo o diteror levou para pensar naquilo. O roteiro é fantástico! E as interpretações dos quatro atores principais não deixam absolutamente nada a desejar, como era de se esperar.

Recomendo Estão Todos Bem para quem gosta de drama, de uma história intrincada e para quem aprecia uma bela obra cinematográfica. Ao assistir a este excelente filme percebemos que, na verdade, não todos estão bem; por mais que assim aparentem.


Quer saber quais filmes eu recomendo? Dá uma olhadinha no meu perfil no Filmow.