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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Top 10 de séries favoritas

Este post vem atender a um pedido do @KevinWerneck, que me disse para fazer um texto com as minhas 10 séries favoritas. Eu espero que você reconheça a dificuldade de uma seriemaníaca como eu escolher apenas 10 séries para esta lista, Kevin. Mas, por ti, colega Fringemaníaco, eu botei meus três neurônios para trabalhar e listei aqui minhas 10 séries favoritas de todos os tempos. Posso até chamar esta lista de "Top 10 de séries que mudaram a minha vida".


10º lugar: Smallville (2001 - 2011)


Smallville não foi um caso de amor à primeira vista. Eu via as propagandas da série na TV e pensava "aff... que tosco". Até que peguei uma cena que atraiu minha atenção. Já estava na quinta temporada quando comecei a assistir. Em dois meses eu assisti às cinco temporadas e fiquei em dia LIKE A BOSS. Mas nem adiantou toda essa devoção. A temporada seguinte foi uma decepção do tamanho de Krypton e eu parei de ver. Mesmo assim, Smallville merece um lugar no meu Top 10 porque durante cinco temporadas ela era meu bem e meu mal. Outro aspecto que vale a pena lembrar aqui é o roteiro desta série, principalmente quando os diálogos envolviam a Chloe e o Lex. Absolutamente fantástico!


9º lugar: Seinfeld (1989 - 1998)


Para quem é da geração Seinfeld, esta é a melhor sitcom de todos os tempos. Há quem discorde; geralmente, são pessoas da geração Friends. Muita gente diz que Friends só fez o sucesso que fez porque Seinfeld acabou e deu espaço. De qualquer maneira, esta série é absolutamente fantástica, com catch phrases que você se pega falando e tuitando, personagens com o mínimo de escrúpulos possível, além de muita vergonha alheia. O roteiro é genial e, apesar do protagonista não ser lá um grande ator, seu talento como comediante colocou Seinfeld neste Top 10.



8º lugar: True Blood (2008 - atual)



Quando o assunto é vampiros eu sou suspeita pra falar. Sempre curti! Desde que eu tinha 4 anos e assistia Vamp. Mas True Blood é sensacional porque é cruel. Os personagens morrem, por mais queridos que eles sejam. Os vampiros matam; mas também amam. Vemos lobisomens, bruxos, médiuns... a merda toda! Por ser uma série da HBO, nem preciso falar que a nudez come solta lá, né? Confesso que a segunda temporada foi uma das piores temporadas da história das séries! Mas a terceira melhorou um pouco e a quarta... ARRASOU! Por isso, mesmo que a próxima temporada comece fraca (o que eu duvido um bocado), nunca desistirei de True Blood, pois a série já provou que sempre pode voltar a ser boa, e por isso está aqui nesse Top 10.



7º lugar: Grey's Anatomy (2005 - atual)


Eu sempre disse que série boa é aquela que te faz ter vontade de mudar de profissão. Duvido que há um fã de Grey's Anatomy neste mundo que nunca tenha pensado em ser cirurgião. Grey's Anatomy foi meu bem e meu mal durante um tempo. Em alguns meses eu assisti a quatro temporadas. Nem toda série pode provocar uma overdose numa maratona de quatro temporadas. Mas Grey's Anatomy pode. A série é muito tensa, com problemas pessoais dos personagens principais tão intensos quanto os dos pacientes. Grey's Anatomy tambem mata personagens queridos sem dó nem piedade e sempre nos joga uma season finale na cara que nos deixa meio.... whaaaaaaaat? Eu não acompanho mais Grey's Anatomy com a mesma frequência de antes. A série não é mais meu bem e meu mal. Assisto quando tá passando na TV e eu tô ali de bobeira. Mas ainda assim essa série merece estar nesse Top 10 de séries que mudaram a minha vida.



6º lugar: 30 Rock (2006 - atual)


Outra série que sou suspeita pra falar. Tina Fey é a criadora, produtora, roteirista e protagonista de 30 Rock. Tem alguma dúvida que eu ia amar? Esta foi mais uma série que eu desdenhei um bocado antes de assistir a uma cena que me fez ficar chocada com a qualidade da produção e dar meu braço a torcer. 30 Rock ganhava trocentos Emmys todo ano, me deixando puta porque muitas sitcoms ficavam de fora. Quando comecei a assistir do comecinho, entendi tudo! Essa série merece até um Oscar! Não!... Um Prêmio Nobel de Comédia. A série é absolutamente fantástica, com um humor ácido e inteligente, personagens cativantes e ao mesmo tempo desprezíveis, com atores brilhantes. Como não gostar? Só não está no primeiro lugar desse Top 10 porque chegou na minha vida depois das cinco primeiras posições.



5º lugar: Dark Angel (2000 - 2002)


Duas míseras temporadas. DUAS MÍSERAS TEMPORADAS!! Foi tudo o que me foi dado de Dark Angel. Mas não importa. Essa série me marcou profundamente. Foi dela que tirei o nome do meu talvez-futuro filho (Logan). Eu não ia muito com a cara da Jessica Alba (que sempre teve cara de nojinho pra mim), e também não ia com a cara da série quando via propagandas na TV. Até que assisti a um episódio e me apaixonei. Naquele tempo... (como tô velha!)... a gente tinha que ficar esperando um episódio por semana na TV e torcer para passar o piloto para conhecer a história, porque não tinha como fazer download dos episódios que tinha perdido. Mas eu acabei pegando um final de temporada e, logo em seguida, a Fox (canal que transmitia a série aqui no Brasil) reprisou toda a primeira temporada. A ansiedade pela espera da segunda temporada foi do tamanho do choque que levei na season finale. E aí.... Nada. Ela não voltou para a terceira temporada. Eu não tinha blogs de séries nem Twitter para me informar sobre cancelamentos e renovações, e até hoje não sei o que aconteceu. Só sei que essa série foi magnífica! Ela mudou a minha vida e, por isso, entrou no Top 5.



4º lugar: How I Met Your Mother (2005 - atual)


Essa série chegou a me fazer questionar o lugar de Friends no topo da hierarquia das sitcoms. As cinco primeiras temporadas de How I Met Your Mother me fizeram rir como eu não ria desde que Friends foi cancelada, em 2004. A série teve início em 2005, mas eu só tomei conhecimento no início de 2010. Em um mês, eu assisti a todas as temporadas. E é de conhecimento de todo seriador que quando a gente assiste em maratona, a graça aumenta consideravelmente. How I Met Your Mother é aquele tipo de sitcom que eu tinha que dar pause para rir para não perder alguma cena importante a seguir; por isso ela merece um lugar nesse Top 10, e mesmo no Top 5.



3º lugar: Friends (1994 - 2004)


Não tem dúvida. Friends é a melhor sitcom de todos os tempos! Sem discussão! A menos que você seja da geração anterior à minha, e aí você acha que foi Seinfeld. Até hoje eu assisto... Todos os dias! Enquanto almoço. Friends é aquele tipo de série que você ri muito quando assiste pela primeira vez. Aí, na segunda vez, você ri do mesmo jeito. Na terceira também. Até a milésima vez, você ri feito bobo. Às vezes, você ri antes da cena engraçada aparecer, porque você já viu tantas vezes que até já sabe o que eles falam a seguir. Friends só pode ser classificada como uma série épica. E nada mais. Por isso, ela levou a medalha de bronze.


2º lugar: Buffy, A Caça-Vampiros (1997 - 2003)


Esta série é do tempo que se matava vampiros e não se namorava com eles. Se bem que a Buffy bem que curtia dar umas escapulidas com os vampiros de Sunnydale. Buffy mudou a minha vida mais intensamente do que qualquer outra série! Acho que foi a única série que eu assistia tendo a mesma idade que os personagens principais. Só que eu ainda era dolescente quando eles ficaram adultos. Isso aí eu não entendi. Como é que eles envelheceram mais rápido que eu? Acho que no universo alternativo da ficção essas coisas acontecem. Buffy, A Caça-Vampiros tinha de tudo! Amizade, romance, ação, vampiros, probleminhas adolescentes, amigo virando inimigo, demônio virando colega de sala, diretor da escola virando demônio, vampiro virando namorado, namorado virando vampiro, namorado da amiga virando lobisomem, irmã surgindo de onde não existia... TUDO! Esta série mudou a minha vida, e a minha adolescência chata no interior de Minas Gerais. Por isso, Buffy, A Caça-Vampiros merece a medalha de prata.


1º lugar: FRINGE (2008 - atual)


Todas as séries dessa lista já passaram pelo momento que FRINGE passa agora no meu coração. É meu bem e meu mal, meu oxigênio e meu alimento. Nada no universo pode ser melhor que essa série. Meu Deus eu vou morrer de tão espetacular que é essa série! E é justamente por isso que tenho muito medo do rumo que a série pode tomar. Porque duas séries aqui listadas foram minhas grandes paixões, mas que eu abandonei completamente depois de algumas temporadas (Smallville e Grey's Anatomy). Mas tenho (quase) certeza de que isso não vai acontecer com FRINGE. Quem me conhece e começou a ler este texto já imaginava quem estaria em primeiro lugar. FRINGE tem tudo o que uma série deve ter para ser boa! Ação, suspense, romance de partir o coração, humor e... um universo alternativo. Absolutamente fantástico! Quando a gente ama um personagem (e, no caso de FRINGE, a gente ama a todos!), o que a gente mais quer é ver mais dele. Pois FRINGE nos dá duas versões de cada um! Às vezes, até mais de duas (SPOILER ALERT). Geralmente, eu desanimo de uma série com umas duas temporadas (com a excessão de House. Mas como ela nem entrou no Top 10... nada a declarar). Com Smallville e Grey's Anatomy, eu fiz uma grande maratona e minha paixão não durou muito quando chegou a hora de acompanhar em tempo real. Mas FRINGE... eu acompanho desde o episódio piloto, em 2008! São quase quatro anos de companheirismo, de amizade, de surtos psicóticos, sustos quando o volume está muito alto e apertos no coração. Nunca vi uma série ter tanto aperto no coração! Ganha até de Buffy e Dark Angel! Por ser tão absolutamente fantástica, FRINGE ganhou a medalha de ouro desse Top 10 de séries que mudaram a minha vida.

Observação pertinente: FRINGE é tão importante que tem que ser escrito com letras garrafais!


House e Heroes já tiveram um lugar especial no meu coração. Mas Heroes desandou a partir da segunda temporada, e House se tornou cansativa depois da sexta temporada.


E você? Qual as suas séries favoritas? Alguma das que estão na minha lista? Deixe um comentário me dizendo.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Top 10 sitcoms do momento


Fazer uma lista das melhores sitcoms da atualidade foi difícil. Deixei duas de fora que eu gostaria que tivessem entrado (New Girl e Up All Night). Mas eu dei um jeito e fiz. Depois, a parte difícil foi colocá-las em ordem, porque minha opinião sempre varia de acordo com o episódio que eu estou assistindo. Mas eu fiz o meu melhor e aí está o meu Top 10.


10 – Raising Hope



Acho que ninguém levava Raising Hope muito a sério, nem os próprios produtores. Mas não é que a série deu certo? Ela conta a história de Jimmy, um rapaz de 21 anos que transou com uma serial killer (sem saber que ela era serial killer, é claro), que foi presa na manhã seguinte e condenada à cadeira elétrica. Mas a pena só pode ser efetuada nove meses depois, porque ela estava grávida de Jimmy. O rapaz acaba ficando com a menina para criar, que acaba sendo chamada de Hope.

A série é uma deliciosa comédia, bem leve (ao contrário de outras presentes nesta lista). Jimmy mora com seus pais, Virginia e Burt, que o tiveram aos 15 anos, no auge na imaturidade, que carregam até hoje. Virginia é diarista e Burt limpa piscinas com a ajuda de Jimmy. Os dois cuidam de Maw-Maw, a avó de Virgínia que tem Alzheimer e nem sempre sabe em que ano está vivendo (às vezes não se lembra nem de colocar roupa).

Raising Hope entrou nesta lista por ser assim. Simples. Sem pretenções de ser uma grande série de sucesso. Os personagens são facilmente cativantes e a história nos pega de surpresa, pois a pobreza na qual a família Chance vive não tira a boa convivência dos integrantes, que sempre se dão muito bem. Burt é um asno que não sabe nem usar o computador. Virginia está sempre querendo ganhar mais dinheiro, mas nunca consegue. Jimmy se apaixona pela caixa do supermercado local (Sabrina). E Hope... Hope vai crescendo nessa confusão, mas muito amada por todos.

Só um detalhe. A atrizinha que faz a Hope é absolutamente a MELHOR atriz mirim que a TV americana já viu. Ela ri quando a cena é engraçada, ela fica séria quando algo suspeito está acontecendo e olha de maneira estranha quando alguém diz alguma coisa estranha. Vale a pena conferir Raising Hope, que já está em sua segunda temporada.


9 – The Office



Confesso que senti muito medo quando o protagonista da série (Steve Carell) anunciou que deixaria o elenco na oitava temporada. Já vimos muitas séries irem por água abaixo por causa disso (como Scrubs). Mas tudo correu bem (veja meu comentário sobre a temporada sem Steve Carell AQUI).

A série continua me fazendo rir um bocado. O fato de terem colocado alguém que já fazia parte da série para substituir Michael Scott (personagem de Carell) fez toda a diferença, na minha humilde opinião. Michael Scott faz falta, é claro! Mas a verdade é que, enquanto Jim continuar implicando com Dwight sem nenhum outro motivo que não o intenso tédio provocado por trabalhar em uma empresa de papel, a série continuará na minha watchlist. Enquanto as pessoas menos atraentes da televisão americana continuarem trabalhando na Dundler Mifflin, eu vou continuar assistindo. E, claro, o humor é absolutamente delicioso.


8 – Whitney



Whitney é uma série nova ainda, mas que já me conquistou de cara. Para começar, sua criadora, produtora e protagonista, Whitney Cummings, já havia me conquistado na mesa “redonda” do programa Chelsea Lately, onde uma porrada de comediantes sentam para comentar as notícias de celebridades da semana. Whitney também é comediante stand-up. Pronto! Currículo brilhante! Mas ela também é uma excelente produtora, roteirista e, às vezes, atriz. Digo “às vezes” porque em muitas cenas nós a pegamos prendendo o riso. Mas isso é normal. Afinal, Jerry Seinfeld também era comediante stand-up e era o piorzinho no quesito “ator” em sua série.

Whitney conta a história de Whitney (Que coisa, não?), uma mulher que 30 e poucos anos que mora com seu namorado, Alex, que é interpretado pelo talentosíssimo e hilário Chris D’elia, que também é comediante stand-up. Whitney tem pavor de casamento, mas a gente percebe que quando se trata de Alex ela encara tudo.

Whitney e Alex têm aqueles amigos que todo casal de sitcom tem. Só para variar um pouquinho, o grupo é formado por 3 homens e 3 mulheres (sounds familiar?). Assim como outras sitcoms que foram comparadas com Friends, Whitney mostrou que pode se manter sem escorar em outra. A série traz situações engraçadíssimas que o casal se envolve, além de seus amigos também serem levemente atrapalhados. Nos últimos episódios, tenho notado um pouco mais de sentimentalismo do que nos primeiros, mas eu achei que isso até melhorou a série, que chegava a ser fora do real de tão atrapalhados que são seus personagens.


7 – Happy Endings



Happy Endings chegou com cara de que ia sobrar feio e ser cancelada sem aviso prévio, como aconteceu com The Class (uma grande perda!). A série não teve sua series premiere em setembro, como geralmente acontece. Por isso, ficou perdida em janeiro/fevereiro, enquanto outras séries já estavam no meio de suas temporadas. Happy Endings apresentou seis amigos de vinte e tantos/trinta e poucos anos que vivem em Chicago. Daí mesmo algumas pessoas já não deram muita bola.

Sua primeira temporada ficou um pouco perdida na programação da emissora e por isso teve seus episódios transmitidos fora de ordem. Por algum motivo divino, a série foi renovada para a segunda temporada e voltou pra mostrar que merece um lugar no coração dos adoradores de sitcoms.

Pense em personagens lesados, causadores de extrema vergonha alheia e que saem totalmente do estereótipo. Pois é. Max é um homossexual que não liga nem um pouco para o corpo, nem para moda, nem para namoricos... Ele só gosta de comer sanduíches, beber cerveja e assistir futebol. Jane e Brad (que para mim estão entre os melhores casais da atualidade) são casados e bem estranhos. Se me perguntassem qual o personagem homossexual da série, eu diria que era o Brad.

Penny é a sempre-encalhada Forever Alone que sempre se envolve com caras estranhos e acaba sozinha. Alex e Dave eram um casal. Eram. A série começou com Alex largando Dave na igreja no dia do casamento deles. A intenção da série era mostrar como os seis amigos continuariam unidos com essa “quebra”. Mas a série meio que mudou de rumo. Não me pergunte qual rumo tomou. Só sei que tomou o rumo certo.

A Alex tem mostrado a cada episódio ser uma anta! O Max está cada vez mais largado. A Penny cada vez mas neurótica em ser perfeita e arrumar o namorado perfeito. O casal Jane e Brad cada vez mais se metem em situações de doer. E eu vou acompanhando tudo isso morrendo de rir das piadas geniais que eles lançam em meio a diálogos super rápidos e, muitas vezes, improvisados.


6 – Parks and Recreation



O dia a dia da repartição de parques e recreação do município de Pawnee, uma pequena cidade no interior de Indiana. Que chato! Não se a responsável pela série por Amy Poehler. Amy é a produtora e protagonista de Parks and Recreations, uma série estilo documentário que mostra... bom, mostra  dia a dia da repartição de parques e recreação do município de Pawnee, uma pequena cidade no interior de Indiana, como eu já disse.

Amy Poehler é Leslie Knope, uma funcionária inteiramente dedicada ao seu município e ao governo, que dá o melhor de si para que as pessoas de sua cidade tenham parques e centros de recreação decentes. Mas como nada na vida é simples, muito menos em uma sitcom, Leslie encontra empecilhos pela frente. A primeira temporada é toda centrada em um buraco enorme que ela quer transformar em um parque.

Parks and Rec (como é mais chamada pelos atores e produtores) possui um time de personagens que nos causa vontade de abrir um fã clube para cada um. Ron Swanson, o chefe de Leslie, é um homem durão, que nunca expressa nenhum sentimento, é louco por churrasco, armas e silêncio; ele está pouco ligando pro governo e faz o mínimo de trabalho possível. Para isso, ele conta com a ajuda de sua estagiária, April Ludgate, a pessoa mais mal humorada da história da TV americana. Todo mundo para April é idiota. Nada é importante o suficiente para demonstrar afeto. Ela é a secretária perfeita para Ron.

Ann Perkins é uma enfermeira meiga e muito bonita, que Leslie logo adotou como sua melhor amiga. Andy, namorado de Ann, é um asno que não deve saber nem quanto é 1 + 1. Jerry é o zé-ninguém do escritório, em quem a culpa sempre cai. Tom Haverfort é uma figura. Só de dizer que ele é interpretado por Aziz Ansari vocês já têm uma ideia. Tom está sempre inovando, tanto no seu visual, como em novas maneiras de ganhar dinheiro... e mulheres.

O roteiro de Parks é absolutamente incrível! E não é pra qualquer um. Para gostar de Parks and Recreation tem que ter pelo menos um nível intermediário de inglês e um conhecimento razoável da vida política dos Estados Unidos. As piadas são elegantes e sutis. Muitas vezes, são como um elefante em uma loja de porcelanas.

Muitas pessoas não gostam da série pelo estilo documentário. São as mesmas pessoas que não gostam de The Office e Modern Family (também nesta lista) por serem do mesmo formato. O roteiro e o humor se assemelham muito com The Office e 30 Rock (também presente na lista). É algo tenho observado: quem não gosta de Parks and Recreation, também não gosta de 30 Rock e The Office. E se gosta de um, gosta dos outros dois.


5 – 30 Rock



30 Rock é o endereço do Rockefeller Center, em Nova York, sede na rede de TV NBC. É lá que se passa a série, que conta o dia a dia de um programa de humor, seus roteiristas trabalhando em novos materiais, sues atores com crises de estrelismo e distanciados da realidade e de como a emissora tem se mantido com índices tão baixos de audiência. A NBC tem visto sua audiência despencar mais a cada ano, e eu acho absolutamente incrível eles terem a capacidade de zoar com o próprio infortúnio.

Em 30 Rock, Tina Fey (criadora, produtora, roteirista, protagonista e o diabo a quatro) é a produtora de um programa chamado The Girly Show, que seria como o Saturday Night Live. Os personagens são absurdamente idiotas e ao mesmo tempo brilhantes. O chefe de Liz Lemon (personagem de Tina) é interpretado por Alec Baldwin, que até conquistou minha simpatia de tão bem que faz o personagem.

O humor de 30 Rock também não é para qualquer um entender. Tem que ter um vasto conhecimento sobre a política do país, as emissoras e suas audiências, além de conhecer muito bem a língua, porque tem momentos que nenhuma tradução é digna das piadas de Tina Fey. A série começará sua sexta temporada no próximo mês. A temporada foi atrasada por que duas atrizes estavam extremamente grávidas na season finale na última temporada. Estou aguardando ansiosamente!


4 – How I Met Your Mother



How I Met Your Mother já teve dias melhores. Eu já cheguei a questionar o lugar de Friends no posto de melhor sitcom da história para colocar How I Met Your Mother. Mas Friends teve 10 temporadas de excelência. How I Met Your Mother não. A sexta temporada da série foi tão fraca que eu quase parei de assistir. Só “quase”. Mas ela está na quarta posição deste Top 10 porque as cinco temporadas anteriores foram absolutamente LEGENDARY!

How I Met Your Mother é narrada por Ted, o protagonista, que conta aos filhos como conheceu a mãe deles. A história se passa 25 anos no passado, que para nós é o presente, mas como ele está no futuro contando aos filhos... Entenderam?

Ted é um arquiteto que sonha em casar e ter filhos, mas nunca consegue achar a tão sonhada esposa. Enquanto ele conta a história aos filhos, nós vamos acompanhando a vida de Ted e seus amigos Marshall, Lily, Barney e Robin; a velha história dos amigos em Nova York. Muita gente compara a série com Friends. Até eu já fiz isso. Mas não importa. How I Met Your Mother é tão boa quanto Friends. Aí sim rola uma comparação.

A série tem frases e palavras que acabam virando chavões na internet e as pessoas aderem ao dia a dia. Os personagens são os mais vergonha alheia (principalmente a jornalista canadense Robin)!

É claro que muita coisa que o Ted conta aos filhos não tem absolutamente nada a ver com a mãe deles. Na verdade, 0,01% da série deve ter a ver com a mãe deles. Mas não importa, porque a série é boa de qualquer jeito. E o que faz ela ser tão boa é a narração e os inúmeros flashbacks dentro de outro enorme flashback que é a série em si.

Recomendo How I Met Your Mother e garanto! Não teve uma pessoa sequer a quem recomendei esta série que depois não veio me agradecer.


3 – Modern Family



Modern Family chegou pra ficar. Antes mesmo de começar, as promos da nossa medalha de bronze já me diziam que seria uma ótima série. Ao contrário da maioria das sitcoms que estreiam hoje em dia, ela não trata de amigos de vinte e tantos anos morando em Nova York (não que eu seja contra elas, claro). A série mostra uma... Bom, mostra uma família moderna. Jay é casado com uma mulher que tem a idade de sua filha. Gloria, a esposa de Jay, é latina e, para utilizar o termo correto, gostosona. Ela tem um filho do primeiro casamento, o Manny, um garoto sensível que amadureceu antes do tempo; com 12 anos, ele age como se tivesse 50.

Jay tem dois filhos, Claire e Mitchel. Claire é casada com o bem-humorado Phil, e o casal tem três filhos: Haley, a adolescente patricinha, Alex, a pré-adolescente nerd, e Luke, a criança com déficit de atenção que é bem provável que tenha alguns neurônios a menos. Mitchel é gay e namora Cam; os dois adotaram Lily, importada diretamente da Coreia.

A série é repleta de piadas brilhantes e situações que nos causam vergonha alheia, principalmente do casal Phil e Claire. Modern Family é gravada no estilo documentário, com os comentários de cada personagem sobre o que acontece.  Muita gente não curte esse formato. Eu adoro! Porque corta a cena no meio da ação e aparece o personagem mostrando seu ponto de vista, que geralmente é o contrário do que a gente está vendo.

Os atores são excelentes! Os personagens são magníficos! O roteiro é fantástico! Não tenho absolutamente nada de ruim para dizer sobre esta série. Só recomendo. A série já está na terceira temporada.


2 – Community



Com Community não tem outro jeito: ou você ama, ou você odeia! Nunca ouvi falar de alguém que goste um pouco de Community. Ou você mergulha na total falta de normalidade da série, identificando-se com cada esquisitice dos personagens, ou você acha aquilo tudo bizarro demais para assistir. Acho que está bem claro que eu estou no grupo dos que ama Community.

Nossa medalha de prata está em sua terceira temporada e para quem achava que o nível não podia continuar subindo (como eu), Community surpreendeu. A cada temporada temos episódios épicos que nos deixam boquiabertos com tamanha falta de sentido da história, que na verdade faz muito sentido se o telespectador for tão lesado quanto o produtor. Acredito seriamente que Dan Harmon, o produtor da série, deve usar umas substâncias um bocado ilícitas antes de escrever cada episódio, porque olha...

Community mostra a história de sete pessoas totalmente diferentes que acabam na mesma sala de aula em uma faculdade comunitária. Eles se unem em um grupo de estudo porque um personagem está afim de outro, mas no final das contas eles viram melhores amigos e se relacionam muito bem (e às vezes muito mal). A faculdade tem um reitor que só Jesus na causa!

Outro aspecto fantástico de Community, na minha opinião, é que tudo pode acontecer. Eu disse T-U-D-O! De zumbis a guerra de paintball. TUDO! As referências nerds feitas pelos personagens de Abed e Troy (que qualquer seriemaníaco pode se relacionar) também mostram que Community não é para qualquer um curtir. Tem que ter habilidade. E, até mesmo, um pouco de disposição.


1 – 2 Broke Girls



Nossa primeira posição mal chegou e já me conquistou. Não tinha passado nem 20 segundos do episódio piloto e eu já estava rindo loucamente do mau humor da Max e das tentativas frustradas de Caroline se aproximar da colega de trabalho.

2 Broke Girls conta a história de duas garçonetes, Max e Caroline. Max, de origem pobre, trabalha como garçonete de noite e como babá de uma família rica durante o dia, mas o que ela realmente sente prazer em fazer é seus famosos cupcakes, que ela vende na lanchonete. Caroline, de origem rica (na verdade, zilionária), vê-se abandonada à própria sorte (ou azar) depois que seu pai é descoberto desviando dinheiro de toda a alta sociedade de Nova York e é preso. Sem casa, sem família e sem amigos, Caroline arruma um emprego na lanchonete onde Max trabalha, por ser em um bairro pobre e afastado, onde seus amigos ricos nunca a verão trabalhando.

Max, que apesar de seu mau humor e grosseria natos tem um bom coração, acaba simpatizando com Caroline e a chama para morar com ela. A história da série é basicamente sobre as duas juntando dinheiro para montarem seu negócio de cupcakes. A cada episódio, elas se metem em uma confusão diferente para conseguir o dinheiro. E a gente se diverte muito com todas elas.

2 Broke Girls é criado e produzido por Whitney Cummings (sim, a Whitney de Whitney). O que mais me atraiu nessa série foi o roteiro, absolutamente fabuloso. Já vi comentários que dizem que “as piadas são muito óbvias” e que a série é “mais um enlatado americano com piadinhas prontas”. Sinceramente, acredito que estas opiniões pertencem a pessoas que não entendem patavinas de inglês, porque confesso que sem um entendimento razoável do idioma, a série pode ficar mesmo sem muita graça. Os trocadilhos, as frases prontas e as modificações semânticas que as personagens utilizam, principalmente a Max, não merecem ser traduzidas. Tem que entender no original mesmo.

O roteiro e os personagens secundários (como o colega de trabalho feio e sem noção que está sempre dando em cima de Max e Caroline, o chefe coreano e nanico que nunca consegue mulher e o caixa da lanchonete que tem o humor tão afiado quanto o de Max) só ajudam a deixar ainda melhor a atuação de Kat Dennings e Beth Behrs, que funcionam muito bem como uma dupla. Acredito até que as duas personagens isoladas em outras séries não teriam o efeito que elas têm em 2 Broke Girls. Ainda bem que a série existe, então.

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Provavelmente, 30 Rock ocuparia um lugar mais alto no ranking se estivesse no ar no momento. Mas por causa do atraso da season premiere, ela caiu um pouco de posição. Este hiato de final de ano também prejudicou meu julgamento. Como eu disse, a série que está me fazendo rir neste exato momento é a melhor série de comédia naquele momento. É uma questão de gosto...e  de momento.